"Nada disso é imperdoável."
Essa foi a frase dita pela minha terapeuta mais cedo, em uma narrativa sobre os fatos e descobertas das última semana.
A semana do crescimento silencioso, como eu batizei.
Porque pela primeira vez em muito tempo fiquei em silenciosa
observação ao invés da habitual vociferação.
E fiz a grande descoberta da minha vida emocional.
Do dia 30 de setembro de 2016 ao dia 06 de outubro de 2016 houve
a revelação pela qual eu ansiava há 25 anos.
E isso me deixou maravilhada, machucada, esperançosa, perplexa e com uma gigantesca vontade de mudança do estado habitual.
A conversa girou em torno de crescimento, maturidade, orgulho desmedido. culpa, bagagem emocional, instabilidade momentânea, cedência e perdão.
E ao final de todo aquele choro e frases soluçadas, foi o que ela disse:
"Nada disso é imperdoável...
Claro que não te te eximindo da culpa (PLAU! Achei que ia sair ilesa do puxão de orelha...),
mas nada disso que você me falou é imperdoável...".
E ela não falava para mim e sim sobre mim.
Um momento de dor colidindo com a descoberta e o perdão.
Tanta coisa floresceu ali. Tanta coisa nasceu. Tanta coisa morreu.
Tanta coisa chamou atenção para ser consertada e outras respostas que só o tempo pode trazer.
O tempo que cura, o tempo que transforma, o tempo que leva, o tempo que traz de volta.
Me perdoei. Aprendi a pedir perdão.
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