Procuro aquilo que não existe, em um lugar que eu não conheço.
Lirian Galinari
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Havia ventos, motivos, saudades e aquilo que a gente sente mais não sabe explicar. Toda essa coisa de se sentir inseguro, então você tenta ser forte.
Você veleja por lugares distantes e procura a peça do quebra-cabeça dolorido dentro do peito.
Ai você descobre em todas essas loucuras, todas essas mudanças, esse fuso horário arriscado de desencontros que a resposta tava ali. O tempo todo em você.
Mas devida a fase romântica do blog achei por bem postar o vídeo, pelo qual fiquei apaixonada.
Tenho mania de ficar lendo traduções de todas as músicas que encontro e gostei muito mais da letra do que da música em si... por isso aí vai uma parte da tradução:
"Você se lembra das luzes da cidade na água?
Você me viu começar a acreditar pela primeira vez
Você transformou a filhinha cuidadosa de um homem
descuidado em uma rebelde
Você é a melhor coisa que já foi minha
E eu lembro da briga às 2h30 da manhã
Porque todas as coisas estavam escapando das minhas
Só percebemos o amor a tempo de lembrá-lo, só descobrimos que era a última chance depois de perdê-la, só aprendemos depois que os erros foram cometidos, que as oportunidades passaram, que os anos foram estampando nosso rosto.
Beijaríamos mais doce se soubéssemos que aquele seria o último beijo, gravaríamos
a expressão do riso, o som do riso, a leveza do riso, o porque do riso.
Amaríamos mais quem nos importa do que nosso egoísmo.
Amaríamos mais e apenas isto nos salvaria de uma vida comum."
"E, mesmo quando o vento consegue derrubar um dos meus pilares, me alegra ver que tenho gente pronta pra me reformar.
São remendos, rebocos, estacas e escoras.
É cimento, é argamassa, é durepóxi, pode ser até goma de mascar.
Guardo comigo esses remendos, bem como a fisionomia de todos que se prontificaram a me arrumar. E sempre que faz sol eu saio pela rua pra erguer paredes que caem a todo minuto.
Retribuir."
(Lucas Silveira)
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
"A gente só precisa de um tempo, sabe? Para o coração encontrar outro caminho."
Lirian
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"Minha vida não saiu como planejei, mas ainda é a minha vida"
Fabrício Carpinejar
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
"Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente
não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que,
por mais feliz que eu seja,
a festa é sempre pela metade.
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta,
com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar,
com a minha solidão cansada de se enganar!"
Tati Bernardi
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"O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto."
"Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser “o filho de fulano” ou “o neto de beltrano”.
Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino.
E se não forem, mesmo que quebrassem ao primeiro vôo,
mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado - mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou."
No meio das defesas todas, havia algo que não se defendia, não sabia como se defender, não conseguiria, ainda que tentasse. Havia algo delicioso de se sentir que escorregava de dentro da gente e se esparramava no sorriso. Escapulia no olhar. Cantava no silêncio. Fazia florescer pés de sol no tempo encantado em que estávamos juntos. Dispensava nomes e entendimentos. Havia algo que tinha um cheiro inconfundível de alegria. De vida abraçada. De chuva quando beija a aridez. De lua quando é cheia e o céu diz estrelas. Um cheiro da paz risonha do encontro que é bom.
No meio das defesas todas, havia algo que não se defendia, não sabia como se defender, não conseguiria, ainda que tentasse. Havia algo maravilhoso para ser dado e recebido, daqueles presentes que a vida embrulha com os seus papéis mais bonitos e entrega, toda contente, a duas pessoas. Havia algo para ser trocado, e troca é quando duas vidas se sentem olhadas ao mesmo tempo. Havia algo que fazia um coração falar com o outro, ouvir o que era dito, gostar do que era dito, rir com o que era dito, sentir-se espelhado, sentir-se enternecido, querer brincar, muito além do que qualquer palavra, por qualquer motivo, por qualquer defesa, tentasse, em vão, esclarecer. Uma vontade de parar todos os relógios do mundo para eternizar a dádiva da presença compartilhada, e a impressão de que às vezes até conseguíamos.
No meio das defesas todas, havia algo que não se defendia, não sabia como se defender, não conseguiria, ainda que tentasse. Havia algo que escapava, ileso, dos artifícios todos, todos tolos, que a razão arranjava para não deixar o amor fluir com a beleza dele, o chamado dele, a natureza dele. Amor sempre arruma brecha para escoar entre os dedos temerosos do medo. Pode ser que a gente sinta tanto receio e se proteja tanto, as feridas antigas cicatrizadas coisíssima nenhuma, que nem consiga vivê-lo em sua plenitude. Mas que ele escoa, escoa. Esparrama no sorriso. Escapole no olhar. Canta no silêncio. Diz.
No meio das defesas todas, havia algo que não se defendia, não sabia como se defender, não conseguiria, ainda que tentasse. Havia algo que delatava o desejo, os quarteirões da gente todos iluminados com o fogo feliz da sensualidade, iluminadas as ruas todas que dão acesso ao lugar onde o corpo e a alma costumam se encontrar e dançar numa única canção. Havia algo que não podia ser negado, preterido, amordaçado. Algo que inaugura primavera, tanto faz se é inverno. Algo raro e precioso. Que é perfeito, ao mesmo tempo que consegue incluir todas as imperfeições. Que é lindo, ao mesmo tempo que consegue integrar as esquisitices todas que gente também tem. Havia amor e, de um jeito ou de outro, sabíamos sem nos dizer, havia chegado pra ficar.