domingo, 30 de janeiro de 2011

Guerra dos sexos;

 Porque eu te juro, de todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você. Eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. (Tati Bernardi)
"Ninguém jamais vencerá a guerra dos sexos: há muita confraternização entre os inimigos."

(Henry Kissinger)


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sábado, 29 de janeiro de 2011

Intoleráveis;

"E não vou tolerar ninguém que não me faça ter sentimentos incríveis."



(Fernanda Mello)
 
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Um dos meus favoritos da Rani;

Eu estava precisando de um tempo do mundo. Me fechar um pouco dentro do meu quarto, aquele bem escuro que existe dentro de mim, e tapar um pouco os meus ouvidos pra todos os barulhos externos que andavam me ensurdecendo. Eu estava precisando de uma folga de tudo pra eu poder ser eu mesma, mesmo que isso significasse não ser tão boa em tudo como todo mundo julgava que eu devesse ser. Precisava fechar os olhos e chorar, sabe? Mas não um choro com lágrimas que corressem fora dos meus olhos, não. Eu precisava me chorar um pouco, chorar fundo, me rezar, me acalmar sozinha, me olhar melhor porque eu andava tão perdida dentro de mim. Eu estava com mais medo do que qualquer um poderia supor, ninguém suporia por fora, porque por fora ainda era só o belo. Eu precisava de um tempo de reclusões pro meu belo não ser só externo, e pra eu voltar a ser bonita.

Eu estava precisando de um tempo sem muitas mentiras. As poucas eu até poderia lidar, aos poucos. Mas não mais as mentiras feias, as sujas, as que até eu mesma tinha vergonha de contar pra mim. Eu precisava de encanto de céu, de mar e de lua à portas trancadas e paredes altas, sem teto.

Eu deveria ter parado tudo o que eu estava fazendo, parado as contas, as trapassas, as esperas e os planos. Eu devia ter deitado a minha cabeça no meu travesseiro com mais dignidade porque naquela hora ainda havia alguma envolvida em tudo o que eu fiz com você. Eu devia ter perdido o rumo pro caminho certo e não ter tentado ser o que eu não era, o que eu não sabia, o que eu não queria só pra sentir que há qualquer custo a gente não se perderia da gente, na nossa bagunça da distância, no nosso caos do amor.

E eu errei com todas as minhas forças. Fechei os meus olhos pro óbvio e acendi as luzes do escuro que existia em mim. Mas o fato era, eu precisava dele. Eu precisava da penumbra pra descansar, pra recarregar, pra continuar entendendo que lutar por você valia à pena cada madrugada que a gente passou acordado esperando a droga de um milagre qualquer acontecer. Eu não conseguia, entretanto, entender que os milagres são só história mas nós somos verdade, e que a nossa vontade consegue tantas mais coisas do que conseguem eles.

Mas eu preferi ser fraca porque é assim que agem as pessoas infalíveis que prevêm uma falha, elas põem a culpa na fraqueza, no cansaço, na dificuldade da vida, no trânsito e no joanete inflamado no pé esquerdo. E eu não queria ser uma dessas pessoas babacas, mesquinhas, vazias e tão parecidas com todas aquelas do mundo que a gente estava correndo, mas eu fui.

Eu entortei nossa verdade com uma mentira minha, estúpida e resolvi desaguar tudo o que doía de antes, de depois, de durante, de qualquer tempo num espaço curto de tempo por sentir que já havíamos perdido a noção da hora.

O choro foi mútuo e contínuo, quase um abraço perfeito. Porque foi na imperfeição daquela situaçao doída que eu me dei conta que os seus braços eram meu refúgio certo, que seu perfume era o meu cheirinho de casa, que sua boca nasceu pra beijar a minha e que as minhas madrugadas sem os seus sonhos iriam continuar frias e molhadas no meu quartinho sempre apagado, sempre tão escondido do mundo com seus muros altos, sempre sem você.

 

Do pior jeito eu descobri que não adianta lutar errado, não adianta fugir errado, não adianta querer errado quando o certo está bem ali. Do pior jeito eu enxerguei as verdades que você sempre me disse, enxerguei a minha derrota, a sua partida e toda essa força que eu não sei explicar que nos une tão forte que é quase impossível não voltar. Do pior jeito eu percebi que a vida não é tão engraçada e jamais vai ser, mas que a noite passa macia e o dia flui melhor quando a gente ama quem a gente ama, exatamente do jeito que essa pessoa é. E agora, com o sol mostrando o caminho que deixou de ser meu pra ser nosso, eu sei que aprendi.

Rani Ghazzaoui



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

E quando eu digo a verdade;

"Não tenho participação nas duas principais decisões da vida: nascer e morrer.
O que me leva a concluir que só posso fazer bobagem."



(Fabrício Carpinejar)
 
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Charlie Brown;

Lucy: Olhe de outra maneira, Charlie Brown,
 nós aprendemos muito mais das falhas do que das vitórias.
Charlie Brown: Isto me faz a pessoa mais esperta do mundo.

(Parece que escutei isso de você)

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Valeu;

E hoje, eu só queria te agradecer.
Agradecer por saber que eu tenho medo de dormir sozinha no escuro,
 que preto é a minha cor favorita,
que eu sou ciumenta e mimada, por saber que eu faço
 drama por pouca coisa,
que lírios são as flores que mais gosto, que amo comer bobagens, que penso demasiadamente,
que leio muito e vivo pouco.
Obrigada por me conhecer por completo,
com todos os defeitos e desmazelos, e ainda assim não me julgar.
Você só quis, sempre quis, apenas me entender.
 E isso pra mim já foi mais que o suficiente,
pois houve pessoas no mundo que não se deram ao trabalho de me enxergar.
Obrigada, muito obrigada por apenas ter notado a minha existência.
Viver valeu a pena até aqui só porque você existiu e percebeu que eu também existia.
A maioria das pessoas nem sabe.

Lirian

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Estamos encrencados?

- E quando a gente percebe que está encrencado, meu amigo?
Quando o batimento acelera, a respiração ofega, a mão treme.
Quando a gente, devagarzinho, começa a entregar todas as nossas coisas boas:
ilusões, sonhos, amigos
desejos, roupas, sorrisos, segredos a outra pessoa.
Ai sim, estamos muito, muito encrencados, amigo.
- Então seria o amor uma grande encrenca?
- Parabéns. Nunca ouvi definição melhor.

Lirian

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