quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Band aid;


No corpo, ainda o curativo, o esparadrapo grudado na pele, em forma de xis. No corpo, ainda o corte. O talho, o rasgo em quem não pede a dor amenizada, em quem quer a cura definitiva. No corpo, ainda você. Pulsando. Latejando em forma de ferida. De maldita dor que não cicatriza.

Eduardo Baszczyn

.
 
p.siu: é ferida que dói e se sente sim.


 




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lucas;

Ele assiste filme coreano, fala alemão, possui uma obscessão por me ver com uma casquinha de sorvete na testa, ama sorvete de menta com chocolate, lê livros infantis bizarros, gosta de comunidades estranhas, ri das minhas teorias e possui teorias bem piores.  Ele perdeu nosso filho dentro de casa.Ele odeia quando eu canto pra ele, e eu nem sei o porquê...



Ah, e ele me ama, mas isso é uma questão lógica.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O caçador de pipas;


"Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo.
Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhando o primeiro floco que se derretia.
Saí correndo. Um adulto correndo em meio a um enxame de crianças que gritavam. Mas nem me
importei. Saí correndo, com o vento batendo no rosto e um sorriso tão grande quanto o vale Panjsher nos lábios.
Saí correndo."

(Trecho final de "O Caçador de Pipas", Khaled Hosseini)


p.siu: "Por você eu faria isso mil vezes"

.

 

Você me sorriu;

Ei! Grita meu nome e diga: "eu odeio quando você me faz esperar".
Me conforta num abraço fraternal, um tanto quanto apertado, mas eu não reclamo.
Me sinto bem até.
Você se encaixa na minha existência (você sempre soube disso, sei que soube), afinal é pra isso que o amor da sua vida aparece coincidentemente na sua vida, como aquele temporal que te pega no meio do dia, sem guarda-chuva, sem proteção. E te molha de amor dos pés a cabeça.
Foi me achando na tua presença que aprendi, que sem ti, sentir é tão útil quanto ter uma bússola sem norte. E isso é realmente triste quando se esta perdido.

E justo na minha vida (torta, perdida e bagunçada), você me sorriu, como uma boa notícia no jornal das seis.


lirian.

p.siu: é engraçado me perguntarem se estou apaixonada só pelo fato de escrever sobre o amor.
A verdade é que eu quero que você saiba (amor da minha vida?) que eu pensava em você muito antes até de você me encontrar

.



"É destino, agora somos só você e eu."

lirian


.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não, eu não me canso;

Não, eu não me canso de olhar para esses olhos sorridentes, que me deixam fascinada como uma criança com um brinquedo novo.
Não, eu não me canso do teu sorriso, delicioso e recém-escovado ás seis da manhã.
Não, eu não canso de mergulhar no meio do seu abraço, no meio do meu esquecimento, na curva quente do seu ombro onde eu me aconchego.
Não existe casa melhor nesse mundo do que o teu corpo.
Não existe dor maior nesse instante do que a saudade que eu sinto. Imensa. Mesmo que você tenha me deixado a poucos segundos.
O seu cheiro ainda está na minha roupa, ainda sinto o gosto do beijo de boa noite, ainda ouço seu voz meio rouca, meio boba, me dizendo o quanto sente ciúme dos meus lençóis.
Minhas mãos entrelaçadas as tuas, a cor do seu olho cada vez mais nítida, que variam do chocolate ao castanho escuro. Eu nunca sei decifrar muito bem.
Não, eu não me canso de te beijar, de me sentir feliz ao te contemplar, mesmo por instantes, por poucos olhares.
Não, eu não canso de esperar você chegar, nunca há tempo suficiente para matar as saudades de casa.
Por isso eu sossego, pacientemente, esperando você voltar pra mim.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

João e Laura, Take III;


“E aquela menina mexe comigo.
Mexe comigo de jeito assustador.
Sinto uma mistura de ansiedade e alívio quando ela está por perto, mesmo se ela não me vê, mesmo se ela não me nota.
Há a esperança de ela perceber que eu habito o mesmo lado, há a esperança de que ela saiba que eu sinto uma adoração esquisita pelo ar que ela respira e se ela nunca chegar a me notar, ainda assim, ficarei contente pelo simples fato de ela existir.”



(João sobre Laura, in Flocos de Neve)

p.siu: o amor é engraçadamente e desgraçadamente confuso

.