quinta-feira, 25 de maio de 2017

You sold me out to save yourself;









Bury all your secrets in my skin
Come away with innocence, 
And leave me with my sins
The air around me still feels like a cage
And love is just a camouflage 
For what resembles rage again...

So if you love me, let me go.
And run away before I know.
My heart is just too dark to care.
I can't destroy what isn't there.
Deliver me into my fate -
If I'm alone I cannot hate
I don't deserve to have you...
My smile was taken long ago
If I can change I hope I never know

I still press your letters to my lips
And cherish them in parts of me that savor every kiss
I couldn't face a life without your light
But all of that was ripped apart when you refused to fight

So save your breath, I will not care.
I think I made it very clear.
You couldn't hate enough to love.
Is that supposed to be enough?
I only wish you weren't my friend.
Then I could hurt you in the end.
I never claimed to be a saint...
Ooh, my own was banished long ago
It took the death of hope to let you go

So break yourself against my stones
And spit your pity in my soul
You never needed any help
You sold me out to save yourself
And I won't listen to your shame
You ran away - you're all the same
Angels lie to keep control...
Ooh, my love was punished long ago
If you still care, don't ever let me know

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sábado, 6 de maio de 2017

Salvação;

Tenho esse sensação constante de estar me afogando.

Quando eu te conheci, essa sensação desapareceu.
Sentia como se respirasse pela primeira vez.
Como se o seu amor fosse a ponte sólida dos meus sentimentos.
Eu me senti segura.

E então, você foi embora, o chão desapareceu e eu caí.
Águas escuras me cobriram novamente.
Eu aguardei a sua mão me agarrar e me puxar para a superfície.
Mas você não veio me salvar.
Eu não consigo respirar.
Amor, eu não consigo respirar.

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

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Da vida só se leva a morte.
Não há lembranças, não há dor, nem riso ou choro.
Apenas o silêncio: não se pulsa mais um coração, não se ouvem os passos, não se entretêm os aflitos.

 Quem reclamará o corpo?
Quem chorará no funeral?
Quem contará as piadas?

Anfitriões de uma festa de despedida cuja roupas sequer pudemos escolher.

Seremos enterrados?
Cremados?
 Destruídos?
Esquecidos.

A brutalidade dos dias não reserva tempo aos descansados.
Tudo corre e muda. Não há tempo para o paraíso.

Que amantes lembrarão os beijos?
Que amigos afagarão as histórias?

Não há flores entre os mortos.
Não há lamentos, nem cor.

Tua doença será esquecida?
Teu suicídio será perdoado?

Não há manual, nem cartão de boas vindas.

Pilatos lava as mãos.
O carrasco afia a guilhotina.
O soldado carrega as balas.

Quem embalará teus livros?
Quem beberá o teu sangue?

Não há espaço para tuas memórias.
Não há esperança para os teus milagres.

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