sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos;

"Nada disso é imperdoável."

Essa foi a frase dita pela minha terapeuta mais cedo, em uma narrativa sobre os fatos e descobertas das última semana.

A semana do crescimento silencioso, como eu batizei.

Porque pela primeira vez em muito tempo fiquei em silenciosa 
observação ao invés da habitual vociferação. 

E fiz a grande descoberta da minha vida emocional. 

Do dia 30 de setembro de 2016 ao dia 06 de outubro de 2016 houve 
a revelação pela qual eu ansiava há 25 anos.

 E isso me deixou maravilhada, machucada, esperançosa, perplexa e com uma gigantesca vontade de mudança do estado habitual. 

A conversa girou em torno de crescimento, maturidade, orgulho desmedido. culpa, bagagem emocional, instabilidade momentânea, cedência e perdão. 

E ao final de todo aquele choro e frases soluçadas, foi o que ela disse: 

"Nada disso é imperdoável...
Claro que não te te eximindo da culpa (PLAU! Achei que ia sair ilesa do puxão de orelha...), 
mas nada disso que você me falou é imperdoável...".

E ela não falava para mim e sim sobre mim.

 Um momento de dor colidindo com a descoberta e o perdão. 

Tanta coisa floresceu ali. Tanta coisa nasceu. Tanta coisa morreu. 
Tanta coisa chamou atenção para ser consertada e outras respostas que só o tempo pode trazer.

O tempo que cura, o tempo que transforma, o tempo que leva, o tempo que traz de volta.

Me perdoei. Aprendi a pedir perdão.

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