sexta-feira, 22 de julho de 2016

Bastava o perfume que os cabelos deixavam nos travesseiros
E aquele beijo trocado em plena tarde de uma segunda feira agitada
Bastava aquela conversa sobre um assunto sem nexo no café da manhã
E as gargalhadas do ser amado vendo TV em plena madrugada
Bastava estarem abraçados e ainda deitados num dia preguiçoso
E implicarem antes de um passeio por causa de uma saia minúscula
Bastava mesmo que fosse uma briguinha antes de começar o dia
E você ficar pensando o dia todo em alguma forma de reconciliação
Bastava que ele chegasse, mesmo esquecendo das compras da semana
E que ela te perguntasse a cada minuto se você a amava
São nessas pequenas horas que se descobre ter sido feliz,

Mas isso é coisa que demora uma vida toda para se perceber.

(Cáh Morandi)

.




domingo, 3 de julho de 2016

A gente sai da adolescência, mas ela não sai da gente;

I need you here;

Vendo um vídeo sobre pedidos de casamento na internet 
percebi como casar é a coisa mais bacana que existe. 
É bacana porque é uma escolha. 
Reflete um sentimento de união em laço.
É um "Eu podia tá sozinho nessa, mas eu te quero comigo nessa aventura que é viver."
Em tempo de relacionamento fast food, compromisso é ato revolucionário.
Espera, não to falando daquele enlace com padre, bem casados, tios bêbados e noite de núpcias em algum hotel cafona.
Bem, também tô falando disso.
Casamento é construção diária.
 É onda que bate forte.
É conta acumulada pra pagar justo no mês que as crianças pegaram virose.
É estresse no trabalho.
 É rotina dizendo olá.
E apesar disso, a gente contraria o destino e se joga.
A onda bate forte?
Me dá a mão, em dois é mais fácil aguentar a correnteza.
A conta apertou final do mês?
A gente economiza aqui, segura as pontas ali e vai se ajustando.
Deus tem mais pra dar do que o diabo pra tirar, como diz meu pai.
Vem cansaço, estresse, vontade de chorar?
Embarcar na relação é ser metade na alegria do outro e inteiro na sua dor, pra aguentar por dois de vez em quando.
É saber que ainda tem amor lá, mesmo quando a gente não vê. 

.