segunda-feira, 3 de junho de 2013

Passarinhar você;


Um amor independente, que saiba equilibrar-se nos próprios dedos dos pés, 
mas que prefira ladear seus passos com outros passos por opção e não por falta de alternativa.

Lirian

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"Você diz que não precisa de ninguém pra ser feliz. 
Você diz que cansou de acreditar, e de se decepcionar. 
Você diz, inclusive, que procurar é pros românticos bestas, pros ingênuos e pros alienados.
 Você se esquece que te foram dados dois braços justamente para que você tenha como carregar o escudo e a espada.
 Então o que é que você faz com dois escudos? 
E por quê essa armadura envolve teu corpo, e esse muro envolve tua casa?

Saia para caminhar comigo e sinta o peso dos seus dois escudos. 
Tente equilibrar-se, lutando contra o forte vento que te quer levar com ele para onde quer que seja. Eu caminhei por tanto tempo com escudos iguais aos teus que, hoje, livre, meus passos são (des)cuidadosamente rápidos.
 Eu demorei, mas consegui me despir da armadura e me desprover dos escudos. 
Hoje eu aposto comigo mesmo quantos passos eu consigo dar com os olhos fechados. 
Isso me instiga.

Na verdade, eu adoraria, de olhos fechados, me espatifar contra o teu muro. 
Já tentei uma vez, sim, aquela vez em que tomei uma rasteira. 
Mas vou tentar de novo e de novo, até que teu sono seja abruptamente interrompido pelo quebrar de meus ossos. 
E não vai ser só a sua armadura que eu vou tirar."

(Lucas Silveira)


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Confissão;




"O meu amor por você é inédito. 
Novo e maduro – como pode? Penso, sinto e quero você. 
Hoje, amanhã e na medida sem fim do tempo. 
Quando estou em silêncio e lembro que você existe eu sinto paz. 


Suspiro aliviada.

Quero vestir o seu abraço e sair com ele por aí, como um colete à prova de balas. 
Abraço longo, apertado, quente. 
Quero mais, me abrace mais.
 Mais um pouquinho. 
Vai sempre faltar abraço pra minha sede dele.

Sei que dentro de você moram sorrisos.
 Alguns você deixa escapar, os outros esconde no escuro, pra eu procurar.
 E eu gosto do jogo.

Gosto também das suas mãos nas minhas, das suas mãos tomando conta de mim. 
Não quero viver sem suas mãos por perto. 
Não sei aprender isso. 
É que esse meu amor inédito parece que nasceu junto comigo."

(Cris Guerra)

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