quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Excesso de amor próprio acaba tirando o espaço reservado para o amor de alguém.
Não é tão saudável quanto se imagina.
A gente dosa as consequências de uma relação bem sucedida em equações, quantifica o amor em possibilidades e faz uma sistematização horrorosa de "Hoje eu liguei, então ele deve me ligar na próxima".
Isso é burrice, não amor próprio.
O amor se transmite naquela mensagem mandada às três da manhã, naquela conversa boba em que as mãos se tocam, naquele olhar trocado na vontade. Se me der na telha, eu ligo, mando mensagem, faço um coração no muro da sua casa.
O amor próprio, que tende a ser uma relação de você com você mesmo, não deve anular o prazer de uma boa surpresa, de uma boa descoberta.
Negligenciar amor, em nome de um orgulho ferido, é para quem é fraco, se escondendo em uma máscara de mágoas.

Lirian

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