quinta-feira, 31 de março de 2011

Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida.

"Foi difícil voltar. Mas voltei.
A estrada é um pouco de acolhimento e um pouco de partida.
Acolhemos as flores, os sorrisos, as vontades.
Partem as dores, os amores, as lembranças. E partímos às vezes.
Partímos para longe, partímos ao meio.
Fui adulta para partir, deixar, deslocar, tirar, desaprender.
Mas a minha inquietude de criança e minha fé-no-que-é-bom-e-tudo-vai-mudar-amanhã
me fez querer pertencer a este lugar. Novamente."

Lirian

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Título da Marla de Queiroz

domingo, 20 de março de 2011


Aeeee Blogueiros! Parabéns!
Dia 20 de Março é o dia do blogueiro (tá, nem eu sabia que isso existia).
E como amanhã é meu aniversário resolvi deixar um post indicativo aos meus amigos também.
Vide quadrinho acima


Beijo, meus lindos!

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As mazelas consomem o espírito por inteiro.
Fiquei sem cor, sem alegria.
Chega de dor.
A moda agora é viver de poesia.

Lirian

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sábado, 19 de março de 2011

O escudo e a espada;

"Você diz que não precisa de ninguém pra ser feliz. Você diz que cansou de acreditar, e de se decepcionar. Você diz, inclusive, que procurar é pros românticos bestas, pros ingênuos e pros alienados. Você se esquece que te foram dados dois braços justamente para que você tenha como carregar o escudo e a espada. Então o que é que você faz com dois escudos? E por quê essa armadura envolve teu corpo, e esse muro envolve tua casa?



Saia para caminhar comigo e sinta o peso dos seus dois escudos. Tente equilibrar-se, lutando contra o forte vento que te quer levar com ele para onde quer que seja. Eu caminhei por tanto tempo com escudos iguais aos teus que, hoje, livre, meus passos são (des)cuidadosamente rápidos. Eu demorei, mas consegui me despir da armadura e me desprover dos escudos. Hoje eu aposto comigo mesmo quantos passos eu consigo dar com os olhos fechados. Isso me instiga.



Na verdade, eu adoraria, de olhos fechados, me espatifar contra o teu muro. Já tentei uma vez, sim, aquela vez em que tomei uma rasteira. Mas vou tentar de novo e de novo, até que teu sono seja abruptamente interrompido pelo quebrar de meus ossos.
E não vai ser só a sua armadura que eu vou tirar."



(Lucas Silveira)
 
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quinta-feira, 17 de março de 2011

"Quero um mundo com o qual eu possa me emocionar.
Quero ter a soberania de uma borboleta almirante e cessar fogo no entrecortar de minhas asas. Quero uma paisagem pela qual valha a pena lutar.
Chega de me estraçalhar em guerras para as quais eu nunca tive armas.
A alma sabe quando o corpo tem que parar."



(Pipa)

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Tenho fases, como a lua;

Gente, preciso me confessar e acho que não tem lugar melhor pra isso
do que o Céu Amora.
Sabe quando a gente passa por aquelas fases em que tudo é cinza,
você chora à toa, faz careta pra criança feliz, xinga a pedra em que tropeçou e exclama:
 "Isso só acontece comigo",
porque você está na chuva e aquele foi o único dia em que você se atrasou e saiu sem guarda-chuva?
Pois é.
 Tive minha fase "Por que, meu Deus, Por quê?"
Tinha decidido excluir o blog e deixar de escrever.

(...)

Mas acho que estaria traindo o verdadeiro objetivo do Céu Amora:
dizer coisas verdadeiras, macias e sentimentais e mostrar aos outros que não estão sós.
Citando lindamente Tati Bernardi:
"Publicar um texto é um jeito educado de dizer:
Me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu."
E não poderia abandonar os novos seguidores (sejam bem vindos, queridos).
Meu confessionário é de vocês também.

Um beijo, Lirian.

domingo, 13 de março de 2011

Vou manter cada corte em carne viva;

Chega um momento que você cansa dessas pessoas que te destroem.
Assim você também passa a destruí-las,
pouco a pouco,
em você.
A gente cansa de ver amor onde não tem. Onde nunca existiu de verdade.

Lirian

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Vou botar minh'alma à venda;

Nada vem de graça
Nem o pão, nem a cachaça
Quero ser o caçador
Ando cansado de ser caça...

(Babylon - Zeca Baleiro)
 
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Escorre pelas mãos;

"Quando eu era criança, ficava sentada na varanda da casa olhando a primavera e esperando que o verão fosse melhor,
quando o verão chegava eu me escorava na beirada da piscina esperando o outono trazer novos ventos pra mudar a estação (e a minha vida também).
Quando o outono chegava, eu sentava embaixo das árvores esperando o inverno e seu presságio. Quando o inverno chegou, eu sentava na carteira da escola esperando pela próxima primavera.
As estações passaram, as situações mudaram,
 noites dormiram e manhãs acordaram
e eu continuo a esperar sentada em qualquer canto,
sem saber se isso já virou obsessão ou burrice."

Lirian

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“Eu penso conforme o tempo,
eu danço conforme o passo,
eu passo conforme o espaço.
Eu amo conforme a fome,
eu como conforme a cama.
Eu sinto conforme o mundo,
mas no fundo eu não me conformo.”



Martha Medeiros
 
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segunda-feira, 7 de março de 2011

A verdade do momento;

"Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras; e por tudo isso, ando cada vez mais só."


(Caio Fernando Abreu)
 
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Acho que o nome disso é fé;

"Há pessoas que nos fazem voar.
 A gente se encontra com elas e leva um bruta susto.
Primeiro, porque o vento começa a soprar dentro da gente,
 e lá, de cantos escondidos de nossas montanhas e
florestas internas, aves selvagens começam a bater asas, e a gente não sabia que tais entidades mágicas moravam dentro de nós, e elas nos surpreendem,
 e nós nos descobrimos mais selvagens, mais bonitos,
 mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando,
 saltando de penhascos,
 pendurados numa asa-delta (acho que o nome disso é fé…)"



(Rubem Alves)

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Muito tudo;

"Vamos nos atrasar, deixar o mundo acontecer do outro lado da porta enquanto a gente discute desenhos animados na cozinha e faz comida para o jantar.
Esqueça a música alta, esqueça as pessoas e seus cumprimentos tediosos, é sábado, deixa pra lá. Tudo o que a gente precisa está aqui.
 Tem eu, tem você, tem uma madrugada inteira de nós dois.
 E isso é tudo."

(Verônica H.)

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domingo, 6 de março de 2011

The best of Rani;

Com os melhores da Rani Ghazzaoui (na minha humilde opinião).

Pra mim, é dificil aceitar e entender que eu tentei te deixar pra trás, como todo o resto, mas não consegui. É dificil olhar os fatos, comprovar as dificuldades, ter preguiça, sentir cansaço, doer, arder, ferver e, mesmo assim, não conseguir te colocar dentro de um prazo. Seu prazo de validade não venceu em cinco minutos...


Xingue, esbraveje, cuspa fogo na cara de quem não tem paciência de se redimir e nem culhões para se entregar. Porque a cada namoro que ele começa por impulso, como quem troca de cuecas, ele acaba com uma parcelinha sensível do coração de alguém. E ele sabe disso. Eles sempre sabem de tudo, mas fazem porque o pinto manda. O pinto deles é sempre de ouro.


E olhando em volta de mim eu tenho que dizer que não poderia ser melhor. De todos os perrengues, de todas as lutas -- internas e externas --, de todos os corações partidos e vontades agudas depositadas em caixinhas com fita de cetim; eu acabei por sair ilesa. Acabei me tornando alguém muito mais cética, mas ao mesmo tempo mais pé no chão e bem mais madura.


Aos vinte a madrugada já perdeu um pouco a graça e começou a dar uma vontadezinha besta de aproveitar mais o dia. Aos vinte a criança foi embora e veio chegando um sentimento meio tia. Aos vinte se festa, se estuda, se trabalha -- tudo isso sem tanta disposição e inocência, mas com muito mais glamour. Eu que fui uma criança prodígio em muitos aspectos fico muito feliz de saber que cheguei aos vinte sendo, em muitos momentos, uma adulta bem infantil.




quarta-feira, 2 de março de 2011

"É gostoso e divertido, não tem risco nem perigo,a vida ganha sentido, quando se tem um amigo."  (Ricardo Azevedo) 
"Desapaixonar-se dos medos. Dos nãos que secam a alegria de viver.
Alimentar-se de memórias deliciosas e conversas entre você e suas saudades.
 Dessas que ninguém pode tirá-las de ti.
Apaixonar-se por um sorriso.
Por alguém.
Por uma ideia louca que você pode ser na vida de alguém.
 Apaixonar-se por você.
Descobrimos com o tempo que as palavras mais comuns são as mais deliciosas de serem ouvidas.
 Às vezes dificílimas de serem ditas.
 Descobrimos com o tempo que afinal pouco é muito."


 


(Vanessa Leonardi)
 
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