domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nem ligo, farinha de trigo!

Penso que, se uma pessoa me faz rir, já é do bem e vira amiga.
Porque gente luzeira, desse jeito, tá dificil de achar hoje em dia.
 Então, me agarro a ela como se fosse minha salvação.
 Salvação de um dia morno e cinza.
Gosto de gente espontânea e colorida.
Daquelas que distribuem sorrisos de graça.
Não importa se é preto, branco, amarelo.
 Não importa se a opção sexual dela seja outra.
 Tá me entendendo, ô cara pálida?
Fico pensando no que é que as pessoas ganham, ao excluir do seu meio, uma pessoa que escolheu um outro caminho.
E entendo menos ainda, quando essas mesmas pessoas julgam de forma preconceituosa e agressiva as pessoas que as escolhem como amigas.
Mas tô nem aí pra vocês, ó!
Gente de cara amarrada, que só dá coice porque não aprendeu a sorrir.
 Que não aprendeu a ser feliz.
Que não aprendeu a ver a beleza e a delícia que a vida é.
E é pra essa pessoa que eu digo: Se quiser andar com a gente, pode vir.
A gente ouve Lady Gaga bem alto no carro.
 A gente canta e dança enquanto dirige.
 A gente se acaba numa pista de dança.
 A gente pinta as unhas de rosa chicleteee.
 E a gente também costuma estender a mão pra quem joga pedra.
A gente devolve sorriso pra quem mostra a língua.
A gente anda de salto alto enquanto você, de sandália havaianas.
 Porque a alegria de viver, meu bem, não se aprende e não se compra numa botique da esquina.



PRONTOFALEI!


 

(Cris Carvalho)

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