segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um jeito novo de fazer;

Deitados em sua cama forrada por lençóis azul-turquesa, ele a fitou com ternura, acariciou o rosto dela com a parte externa da mão direita.
Com a mão esquerda, por baixo da blusa que a cobria - um tanto que transparente e convidativa -, escorregou a mão sobre o tronco superior dela,
do pescoço, passando por entre os seios até o umbigo.
Olhou-a de novo com um misto de intimação e afeição e lhe disse:
"Faz amor comigo, agora?".
Ela se assustou.
Olhou-o com ar de querer misturado com medo e lhe respondeu:
"Mas, não estamos sozinhos em casa!
A qualquer momento alguém pode abrir a porta!".
 O mesmo a encarou com um sorriso manso no rosto.
Pegou em sua mão, beijo-a.
Passou o seu dedo indicador da testa ao queixo dela.
 Pousou um beijo cheio de amor nos seus lábios.
Pregou os seus olhos amendoados nos olhos que pertenciam a ele e lhe retrucou com perspicácia: "Viu? Acabamos, mais uma vez, de fazer amor, sem nem se quer nos tocar por inteiro."
Puxou-a para perto do seu peito, afogou-a em seus braços.
 Ela sorriu, lisonjeada por ter conhecido ele, a quem tanto lhe ensinava sobre a divindade de viver e fazer o amor.
 Franciélle Bitencourt



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