quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Ela sabia que precisava dele.
 Pelo menos naquela noite chuvosa e sem grandes esperanças.
 Mas tinha medo da compulsão.
De querer ele sempre e sempre e pra sempre.
E amanhã e depois. E de dia, e tarde, de madrugada.
 E não saber digerir tanto amor e tanto amor acabar lhe fazendo mal.
Só mais um pouquinho, pensou.
Uma lasquinha. Pra dormir feliz.
 Amanhã era amanhã. Depois ela resolvia..."



(Tati Bernardi)
 
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