sábado, 3 de abril de 2010

Verità;


Aprendendo a ser céu e não tempestade.
Ainda que me doa pela teimosia escarlate que tive durante todos esses anos.
A minha ilusão de independência me levou a dependência dos pensamentos e todos eles me direcionavam a pessoas que realmente não me amavam. E eu as queria mais que tudo. Queria?
Eu pintava essas mentiras no espelho enquanto me enfeitava para alguém que não me enxergava. Não me enxergava por dentro.
Eu era frente de batalha.
 Eu era benevolente, amiga, conselheira, compreensível e me tornei dependente dessa imagem de boa moça.
Triste quando a gente se dá conta disso.
Eu olhava pra você e te acalentava, como se isso apagasse os meus defeitos.
Eu gostava quando você corria para o meu colo, por que eu sentia você na palma da minha mão. Eu sentia que você precisava de mim e do meu amor gratuito e pouco exigente.
Mas eu estava errada.
Era eu quem estava tolamente na palma da sua mão. E era eu que precisava de mim mesma.
Triste quando a gente se dá conta disso.

Lirian Galinari

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