quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ser e ser, eis a questão;

Sou os lugares por ande andei, sou os sonhos que tive (e sim, os que realizei), sou as pessoas que amei, que fiz sorrir ou chorar.
 Sou uma constelação de lembranças.
Sou o pedaço mais bonito e mais intenso de mim mesma.
Assim fui vivendo, dia após dia, respirando essa energia vital que me mantém mais em pé do que nunca.
Não que eu goste disso.
Não que eu goste desse pedaço de mim.
 Porque isso me lembra que não só de estrelas formei essa constelação.
Houve lembranças sangrentas, rasgadas, farpadas e inúteis no meio desse buraco negro particular.
Sou uma constelação, mas também uma colcha de retalhos ambulante.
Mas eu luto todos os dias e com todas as forças. Para não voltar atrás, nem por um segundo, nem por uma lembrança.
Pois assim diria Caio Fernando: “Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido.”
Ser é essa parte, pedaço, fragmento incógnito de querer voltar e não poder.
 Como a planta que se poda para crescer (e florescer).

Lirian
 
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