segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não, eu não me canso;

Não, eu não me canso de olhar para esses olhos sorridentes, que me deixam fascinada como uma criança com um brinquedo novo.
Não, eu não me canso do teu sorriso, delicioso e recém-escovado ás seis da manhã.
Não, eu não canso de mergulhar no meio do seu abraço, no meio do meu esquecimento, na curva quente do seu ombro onde eu me aconchego.
Não existe casa melhor nesse mundo do que o teu corpo.
Não existe dor maior nesse instante do que a saudade que eu sinto. Imensa. Mesmo que você tenha me deixado a poucos segundos.
O seu cheiro ainda está na minha roupa, ainda sinto o gosto do beijo de boa noite, ainda ouço seu voz meio rouca, meio boba, me dizendo o quanto sente ciúme dos meus lençóis.
Minhas mãos entrelaçadas as tuas, a cor do seu olho cada vez mais nítida, que variam do chocolate ao castanho escuro. Eu nunca sei decifrar muito bem.
Não, eu não me canso de te beijar, de me sentir feliz ao te contemplar, mesmo por instantes, por poucos olhares.
Não, eu não canso de esperar você chegar, nunca há tempo suficiente para matar as saudades de casa.
Por isso eu sossego, pacientemente, esperando você voltar pra mim.

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