sábado, 28 de novembro de 2009

Curabilidade


Curar tudo de um modo carinhoso é tão doloroso quanto simplesmente curar-se, sei disso, já estive algumas vezes no inferno que a dor nos proporciona e eu te digo, com toda fé de alguém que já possuiu ferimentos quase incuráveis: a dor vai passar.


Não de um todo, lógico, fica-se uma cicatriz, uma marca de que ali, naquele pedaço do seu coração, existiu alguém algum dia, ou também um fato, nunca se sabe o que nos causa um ferimento (uma bala, um punhal cravado, um amor mal resolvido, alguém que se foi e você não pode dizer adeus), são N possibilidades...

E estranhamente a vida esta lá, todos os dias, por mais que você tente não pensar nela, por mais que você a rejeite.

Ela te espera, te chama pelo nome e te conduz por uma nova trilha dizendo: “vá em paz meu querido, não seja fraco, ingrato ou manso.”

O ferimento lateja, principalmente nos dias nublados, e você tem duas opções: curar-se com amor ou alimentar a ferida com ódio e dúvida.

Sinceramente, o primeiro caminho é penoso, mas a cicatrização é excelente, libertar-se é algo que nos cura a alma. Ou você pode escolher a segunda opção, mas essa, hum, só vai ajudar a dilacerar ainda mais o sangramento.

Fazer-se sorri com um coração em pedacinhos não é fácil, mas é melhor do que esperar que venha alguém com uma fórmula de cura que não existe.


p.siu: inspirado em Fernando Pessoa (suspiros apaixonados)
p.siu 2: mas a verdade é...não há como fugir.

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