sexta-feira, 21 de abril de 2017

Eu não quero tua psiquiatria, eu quero ser teu lar;

Os outros eram apenas rachaduras no meu casco.
Você foi meu iceberg.
Você recolheu os meus cacos e me deu esperança.
Você juntou aquele amontoado de pecinhas e fez de mim alguém inteira de novo.
E então, tal qual uma torre de cartas, você tirou meu apoio, minha sorte, meu chão.
E então eu desmoronei. 

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Nesse lugar que ninguém mais pisou;

Saudade, Parte II;

Há dias que sua ausência não passa de um sopro.
Há dias que me atinge como uma locomotiva.
Nenhuma plataforma de ônibus foi a mesma.
Nenhum cara de camiseta azul foi o mesmo.
Nenhum beijo rápido teve o mesmo sabor.
Nem mesmo essa dor permaneceu igual. 

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Saudade;

Os dias tem passado de forma comprida desde que você se foi.
Os personagens dos livros já não são tão românticos.
O toque de mensagem no celular nunca mais foi o mesmo.
As palavras se tornaram um tanto quanto plásticas nesse meio tempo. 
Já não há tanta paixão e beleza nas nossas músicas.
As folhas continuam verdes e os passos firmes, mas já não há tanta certeza nas escolhas.
Ainda assim, estive em paz. 
Como você.
Tudo se tornou a dor comum.
Mas ás vezes, só ás vezes, eu me lembro de você.
O calor da sua mão, o desenho das suas costas, o gosto salgado do nosso último beijo.
Talvez eu não tivesse te soltado tão facilmente se soubesse que seria o último. 
Talvez eu não tivesse te soltado.
Ainda bem que minha memória sequestrou aquele instante solto de amor e te registrou na minha saudade


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